

Acólitos: Meninos do coro encarregados de levar ciriais e incensários diante das imagens.
Antifaz (Máscara): É a peça de tecido que cobre a cabeça e o rosto de nazarenos e penitentes , e que apresenta só duas aberturas à altura dos olhos. Tenta preservar o anonimato dos irmãos.
Armao: irmão da Macarena que cada ano desfila como legionário romano da centúria, atrás do " Paso de Jesus de la Sentencia " (da Irmandade da Macarena).
Bulla (Bulha): Aglomeração humana que se congrega principalmente junto aos " pasos ", e em zonas determinadas dos trajectos das confrarias.
Capataz: Homem que, situado frente ao " paso ", dirige o trabalho dos costaleros (carregadores). Do bom desempenho do seu trabalho depende muito o resultado final dessa obra de arte que é o transcurso de uma imagem pelas ruas de Sevilha.



Capillita: Denominação popular que recebem aquelas pessoas muito afeiçoadas a tudo o que esteja relacionado com o mundo das irmandades, de cujas actividades, cerimónias e cultos participam ao longo de todo o ano e não só na Semana Santa, se bem que esperam ansiosos a chegada destes sete dias durante os trezentos e cinquenta e oito restantes.
Capirote: Peça cónica de cartão que põem os nazarenos sobre a cabeça. Não se admitem denominações como " capirucho " ou " cucurucho ".
Carrera oficial (Percurso Oficial): Único itinerário no qual coincidem todas as procissões, que se inicia na Plaza de la Campana e, passando pela Câmara Municipal, termina na Catedral. A única maneira satisfatória de contemplar as confrarias neste percurso é alugando uma cadeira.
Centuria: Formação de "armaos" (maneira como os andaluzes dizem "armados”) da Macarena, orgulho e admiração do senado e do povo hispalense. É digno de contemplar-se a dignidade com a qual desfilam. E pertencer à centúria da Macarena não é um privilégio fácil de alcançar.
Cirial (Ciril): Castiçais altos que levam os acólitos nas confrarias. A sua presença ao longe enche de alegria e alívio ao público que esperou durante muito tempo, pois anunciam, por fim, a chegada do " paso ".




Costal: Peça de tecido que colocam os carregadores ( costaleros ) sobre a cabeça, com o objectivo de carregar melhor a " trabajadera ".
Costaleros (Carregadores): Homens que levam os " pasos ". Antigamente eram sobretudo estivadores ou trabalhadores da construção civil contratados para isto. Actualmente, quase todos são membros das irmandades, que inclusive pagam a sua cota para saírem na procissão.
Cruz de guía: Insígnia em forma de cruz que abre o cortejo da procissão ladeada por dois nazarenos levando lampiões.
Chicotá: Trajecto que percorre uma imagem (paso) desde que se levanta a voz do capataz até que volta a parar.
Esparto: Espécie de faixa larga, elaborada deste material, que os nazarenos de numerosas irmandades levam sobre a túnica.
Hermano mayor: Responsável superior de uma irmandade de nazarenos, eleito democraticamente pelo conjunto da corporação. Na procissão costuma levar uma vara dourada.
Incensario: Pequeno braseiro com correntes e tampa no qual se queima o incenso. A sua fumegante presença é fundamental numa composição que há de impregnar todos os sentidos, neste caso o do olfacto.
Levantá: Momento no qual se levanta a imagem, quando o capataz faz soar o " llamador ". Dependendo dos " pasos ", faz-se num só salto dos carregadores ou lentamente.
Llamador: Peça metálica, situada à frente das imagens, com cuja batida o capataz ordena levantar ou baixar o " paso ". Alguns são extraordinárias obras de ourivesaria.
Madrugá: A noite entre a Quinta e a Sexta-feira na qual, evangelicamente, se sucede a Paixão de Cristo. Nesta noite vivem-se os momentos de auge de toda a celebração da Semana Santa em Sevilha.
Mantilla: Peça de tecido bordada que junto com a peineta forma o toucado tradicional usado pela mulher sevilhana na tarde da Quinta-feira Santa e, em menor quantidade, na manhã da Sexta-feira. Por conseguinte, o termo define a indumentária feminina completa.
Manto: Grande peça de tecidos nobres, na maior parte dos casos exibindo extraordinários trabalhos de bordado, que partindo desde a imagem da Virgem, se estende sobre um suporte rígido por toda a parte traseira do " paso de pálio ".
Marcha: Denominam-se " marchas cofradieras " às composições musicais que acompanham o percurso da maioria dos " pasos ". Muitas delas são de enorme beleza e grande qualidade musical. Entre estas cabe citar, por exemplo, Amargura, Virgen del Valle ou Jesus de las penas.
Mecer: Forma peculiar com a qual os carregadores movem um " paso " ao ritmo da música. Nos pálios, o movimento dos varais ( varales ) concede a todo o conjunto um brilho especial.


Monumento: Montagem cenográfica que, composta por imagens de anjos, candeeiros, flores e outros elementos, se instala em muitas igrejas na Quinta-feira Santa, para comemorar a instituição da Eucaristia. São o último vestígio da arquitectura efémera renascentista e barroca.
Nazareno: Os membros da irmandade que compõem o cortejo da procissão levando círios ou insígnias, vestidos com túnicas e encobertos pelo capirote e pela máscara ( antifaz ).
Palcos: Tribunas que se constróem na Praça de San Francisco, junto à Câmara Municipal, e que constitui a zona mais nobre de todo o Percurso Oficial. Não se alugam diariamente como o resto das cadeiras. Conseguir uma destas tribunas costuma ser tarefa que leva anos.
Palio: Dossel sustentado pelos varais ( varales ) que levam as imagens das Virgens, como se fosse um tecto para proteger a imagem. Muitos deles são autênticas jóias de ourivesaria e bordado. Por extensão, recebe esta mesma denominação todo o conjunto da imagem da Virgem.
Paso: Denomina-se " paso" o conjunto formado pelas liteiras e as imagens sustentadas sobre estas. Pode ser de Cristo, o que leva a Jesus, de Virgem (também " paso de palio "), ou de mistério, se o que levar for um conjunto de imagens que encenam alguma passagem da Paixão.
Penitente: Membros da irmandade que compõem o cortejo da procissão levando cruzes de madeira e vestidos com túnicas e máscaras. A diferença destes com os nazarenos é que não levam capirote.
Recogida: Trajecto de regresso que empreendem as confrarias da Catedral até aos seus templos.
Saeta: Breve quadra flamenca que se canta quase sempre duma sacada. As suas letras prestam emocionados louvores às respectivas imagens.
Trabajadera: Vigas de madeira transversais que sustentam os carregadores ( costaleros ) para levar o " paso ".
Varal: Doze suportes verticais que sustentam o pálio. Aparecem adornados por artístico labor de ourivesaria e ligeiramente soltos, para permitir que o característico movimento dos carregadores ( costaleros ) se transmita ao conjunto do " paso ".
Copyright 2003, Consorcio de Turismo © Edificio Laredo Pza. San Francisco, 19 4ª planta 41004 Sevilla Tel Consorcio: 954592915
Tel: 954595288/954221714 Fax: 954595295/954229566 Email: laredo.turismo@sevilla.org / barranco.turismo@sevilla.org turismo@sevilla.org