

Os sevilhanos costumam sair a ver as confrarias mais ou menos bem arranjados. Principalmente o Domingo de Ramos (dia preferido para as estreias) e Quinta e Sexta-feira Santa pela tarde, dias nos quais aos homens com trajes escuros (costume que seguem até os mais jovens e "modernos") se unem as cada vez mais numerosas mulheres vestidas de mantilhas.
O doce preferido na Semana Santa é a rabanada ( torrija ), geralmente de vinho e mel. As travessas cheias deste nutritivo doce alegram os balcões de quase todos os cafés e pastelarias. Não se vá sem as provar.
Na Quinta-feira Santa, a maioria das igrejas instalam nos seus interiores o Monumento ao Santíssimo. Estas instalações têm como objectivo a veneração da Eucaristia, juntamente no dia em que se comemora a Última Ceia de Jesus. Especialmente espectacular é o que instalam no interior da Catedral. Visitar este e alguns outros na Quinta-feira Santa é muito recomendável. Agradece-se desfrutar de uns instantes de paz e recolhimento (recorde-se que se trata de um lugar de oração) antes de voltar à tumultuosa agitação que as ruas de Sevilha vivem nesta tarde.
Os pálios a moverem-se ao compasso da música, as palmas a reconhecerem a habilidade dos carregadores, a saeta que rasga o ar da noite, tudo isto pode resultar chocante frente a concepções mais austeras da Semana Santa em outros territórios. Não há dúvida de que tudo isto dito antes forma parte da maneira alvoroçada que os sevilhanos têm de levar a sua Semana Santa perfeitamente a sério.
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